Ultimamente tenho dormido bastante mal, acordo a meio da noite, tenho pesadelos horríveis e levanto-me todos os dias mais cansada do que na noite anterior. Hoje decidi que vou dormir bem. Tomei um banho bastante quente com produtos naturais adquiridos numa lojinha chamada lush (infelizmente não existe em Portugal), não acendi a televisão e oiço um trompetista polaco (acho eu…) chamado Tomasz Stanko…
Espero que resulte e amanhã acorde melhor…
Sinto-me só porque não estás cá, nem estiveste,
Sei porque está tudo como deixei
Já te tinha dito que me sinto só, aqui
Neste espaço que é de nós dois…
Prometeste,
Prometeste que estavas cá hoje,
O mesmo que tinhas prometido ontem, e antes…
Continuo à espera,
Venho cá todos os dias, várias vezes,
Continuo à espera que venhas até cá, e gozes…
Goza comigo aquilo que construímos!
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor
Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou querer mais ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem
Mas não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Não me deixe só, Vanessa da mata
Quem é este gajo que está deitado ao meu lado?
Já não o conheço.
Um estranho divide a mesa, a cama e a casa onde moro. Vai aos almoços de família, pega na minha criança ao colo e embala-a!
Eu conheci-o um dia. Era um homem bom, divertido, gostava de conversar… apaixonei-me pelos seus olhos, pelas suas palavras, pelas ideias. Adorava o seu corpo, grande, protector. Adorava o seu sorriso… raro, sério.
Quem é este homem que se levanta de manhã e já não me beija e já não toma banho comigo e já não fica deitado até tarde ao fim de semana. Este homem já não tem amigos, já não saímos até tarde, já não vamos ao cinema, nem à praia, já não cozinhamos juntos. Quem és tu? És feliz?
Quando digo que comunicamos pouco, perguntas do que quero falar. Eu quero falar de nada e quero falar de tudo. Antes (não sei do quê) falávamos de tudo e de nada, mas não era assim… Não consigo saber onde começou este silêncio, esta distância… e não consigo mudá-lo se não olhas para mim…
Hoje fui almoçar a casa dos meus pais. Não tenho esse hábito! Aliás, apesar de falar todos (ou quase todos) os dias com a minha mãe, não costumo vê-los com muita frequência. Não consigo explicar isto, eles moram a 5 minutos da minha casa e é bastante normal não os ver durante 2 ou 3 meses… Eles não se queixam (muito), eu estou bem, temos uma relação boa… enfim, nada de estranho nesta aparente distância!
Apesar de não ter vontade nenhuma, não consigo deixar de pensar que seria muito boa ideia ir arrumar a minha casa, está num completo escândalo de desarrumação e o pó não vê um paninho há bastante tempo…
Como é que a minha mãe consegue ter a casa sempre tão arrumadinha? Foi uma receita que ela não me deu...
Menina de grandes olhos azuis, leio-te os sonhos no olhar, as dúvidas, o desejo… olhas para mim à espera de respostas.
Respostas que eu não tenho!
Olhas o meu corpo, como se fosse um dicionário.
Não é. O meu corpo não resolve as perguntas que o teu faz!
Ficas comigo à espera que eu te salve, que afaste de quem te faz mal.
Não consigo salvar ninguém!
Desculpa menina.
Quando cresceres vais aprender a controlar o desejo, vais ver que as dúvidas continuam e os sonhos… são isso mesmo!
Confesso que me tenho sentido nos últimos tempos um pouco “em banho-maria”, ou seja, tenho a sensação que não se passa nada de novo, que cada dia é igual ao outro e que eu não tenho nem força nem vontade para alterar isso.
Hoje, não sei porquê, fiquei com vontade de arrumar alguma coisa na minha vida, de ser melhor, de fazer bem, de evoluir…
Não me apetece escrever.
Não sei porquê, hoje sinto-me triste. Hoje e ontem e antes… Chego à conclusão que não sei ser feliz. E não sou só eu, porque quando olho para o lado, vejo que ninguém é. Ás vezes comparo a vida com uma tarde passada numa feira de diversões…só nos sentimos vivos nos poucos segundos em que andamos nalgum aparelho tipo “montanha russa”… O resto da tarde, é morno.
Nem são as rugas que me escondem o rosto,
Nem é o branco que me cobre a cabeça,
Nem as perdas que tenho tido ao longo da vida,
È este cansaço que me mata,
Este desejo de não querer viver mais…
O tema que mais me fascina, numa conversa, é sem dúvida as pessoas, os sentimentos e suas histórias. Ontem falou-se sobre “expectativas”. Discutiu-se se as expectativas poderiam ser criadas por alguém, sem qualquer tipo de sinais exteriores, ou seja se por exemplo eu, poderia criar expectativas relativamente a alguém, sem que esse alguém me desse qualquer tipo de sinal ou esperança de as ver realizadas. Eu comecei por defender que não. Que era impossível alguém ter ilusões sem que essas fossem alimentadas. E que por vezes, a mágoa que fica por essas ilusões serem desfeitas é exactamente pelo facto de não entendermos porque é que quem alimentou a nossa ilusão, de repente se afasta.
Confesso que no final da noite, embora não tenha chegado a nenhuma conclusão, fiquei com a sensação que por vezes, alimentamos ilusões, sem qualquer tipo de ajuda, sonhamos, idealizamos uma realidade para depois a vermos desfeita, sem que ninguém nos engane, sem que ninguém nos prometa nada. Fiquei com a sensação que por vezes somos nós que nos magoamos e culpamos outro só porque não quiseram entrar no nosso sonho. Será só mais uma forma de masoquismo?
Já tiveram aquela sensação de que praticaram um “crime” e que, passado algum tempo descobrem que pode haver a possibilidade de alguém ter visto?
Ele ama-a. Ela ama outro, que não a ama…
Mas o que não ama precisa do amor que ela lhe dá…
O que ama odeia-o, ela provoca…
Ela usa quem ama e quem não ama.
Já que quem ama não a ama,
Satisfaz-se com o ódio que provoca em quem a ama.
Agora que sei que sofres, todos os dias, todas as horas, todas as noites,
Quero que o teu corpo se levante sem vontade de viver,
Quero que te sintas vegetal, que te lembres que já foste vida, que já sorriste, que já quiseste, que te quiseram…
Quero que me olhes cobardemente, de longe e te lembres de mim…
Porque também eu fui ferida,
Fui ferida por ti,
Porque também eu me senti morrer,
Agora é a tua vez…
Lambo, com prazer, cada lágrima tua,
A tua dor é a minha alegria,
As tuas feridas, a minha vingança,
O teu sangue, a minha esperança…
Luto contra ti e não vou perder.
Será que me sentes? Será que me ouves quando chego? Será que me cheiras?
Quero saber. Quero muito saber!
Adorava ter acesso aos teus pensamentos, à tua dor, à tua alegria, ao teu sentir…
Queria entrar dentro da tua cabeça, da tua alma, dos teus sentidos…
Vives no teu mundo que não partilhas, não porque não queiras, porque não podes!
Por vezes acho que consigo, consigo entender-te, consigo comunicar, de formas não conhecidas… por telepatia…
mas será que é somente o meu querer, a minha vontade que me engana, e faz com que eu sinta por mim e por ti?
Estou há duas horas a tentar entregar a minha declaração de rendimentos…
É preciso querer muito ser um cidadão cumpridor, porque isto deixa qualquer um completamente doido!
“Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people
living for today...
Imagine there's no countries,
It isn’t hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace...
Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of man,
Imagine all the people
Sharing all the world...
You may say I’m a dreamer,
but I’m not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one.”
Imagine, John Lennon
Há alguns dias falei com um amigo acerca de tentarmos fazer jantares temáticos. Isso consistia basicamente em fazer um jantarinho com pratos típicos de países ou regiões, escolher a música a condizer, eventualmente a vestimenta (porque não!) e talvez uma decoração também apropriada para a ocasião. Convidaríamos alguns amigos e estavam reunidas as condições para uma noite bem passada.
Ficou decidido que o primeiro seria na casa dele – tema: México, o segundo na minha casa com o tema Angola. Depois falou-se em jantares indiano, italiano, japonês, etc.
Cheguei à conclusão e depois de ter mencionado a outro amigo (este seria convidado) que os temas que combinamos para os nossos primeiros jantares não eram muito originais, ou seja, já existem vários restaurantes com a comida que iríamos confeccionar (indianos, japoneses, italianos). Fiquei com vontade de estudar a gastronomia de outros países não tão “badalados”.
Lembrei-me por exemplo da Islândia … acho que vai ser o meu segundo tema.
Como toda a gente, também eu fiz uma lista de objectivos para 2004. Um deles tinha a ver com o facto de ser um pouco despreocupada comigo e com a minha saúde. O rascunho dizia assim: “cuidar de mim e do meu corpo, consultar médicos, comer fruta e vegetais e fazer desporto” (o deixar de fumar vinha noutra alínea). Relativamente aos médicos e aos vegetais, estou no bom caminho. Fiz análises e o tipo disse-me que vou viver até aos 100, além disso tenho tentado comer, pelo menos uma peça de fruta por dia e sopa (nada mal!). Mas confesso que tudo que tudo que tenha a ver com esses senhores com instrumentos de tortura (nomeadamente seringas) nas mãos, é algo que me custa bastante. Relativamente ao desporto, e após quase 15 anos de total inactividade, fui ontem à minha segunda aula de hidroginástica, o que me deu bastante gozo. Acho que a parte do objectivo relativa ao desporto vai ser muito fácil e muito agradável de conquistar.
Depois de um dia que correu francamente mal... é muito bom conduzir até casa, ainda com a luz do dia.
"I won't put my hands up and surrender"
white flag, Dido