... agora não tenho medo de cair!
Vai ser mesmo no dia do nascimento do Ricardo...
... verificar a rapidez com que nos acostumamos às coisas que julgamos menos boas tornando-as um hábito agradável.
... Quando um amigo, hoje de manhã, disse que conseguiu bilhetes para irmos ver a Madonna!
Estou triste...
Diz lá outra vez!!... Esgotados??
É muito raro comprar comida feita ou congelada… prefiro ser eu a cozinhar! Gosto de coleccionar receitas, gosto de escolher os ingredientes ou gosto simplesmente de grelhar um bife. Não gosto de comida em latas ou sacos congelados comprada em supermercados.
Mas hoje, pertinho da minha casa, descobri um sítio que faz comida fantástica… e foi o meu jantar!
Aqui posso ser quem eu quiser. Só tens que me dizer o que queres… Eu cá não me importa, não tenho muito mais…
Dizes que queres uma amiga, que queres conhecer pessoas novas!! Muito bem, não acredito em ti, mas serei tua amiga… cinco minutos depois dizes que te sentes só e que queres uma amante. Pedes para te mostrar o meu corpo e eu movo a câmara para to mostrar. Faço o truque da Sharon Stone que vi no cinema… Gostas? É isso que queres, não é? Também me posso despir para ti… queres que me toque também? O que me vais pedir mais?...
Aqui posso ser tímida e dizer que nunca conheci ninguém desta forma. Posso até pedir que mintas aos teus amigos. Vou inventar e dizer que te conheci num bar… não espera!... Num bar também é moralmente condenável, ou mal visto… e eu não quero ser mal-vista!... Posso dizer que te conheci num museu através de um amigo comum…
Posso ser marota também e fazer tudo o que tu queres. Vou vestir aquele body que um ex meu me deu naquela data especial. Vou maquilhar-me… tenho que estar perfeita, insinuante como tu gostas… vou dizer que gosto de todas as “taradices” que me propões… Espera!! Sinto que queres mais… alguém mais ordinário, vulgar, acessível… até para ti…
Optei pela timidez. Optei por ser alguém normal, com gostos iguais aos teus… foi o que tu quiseste! Dizes-me que moras perto, que és um rapaz como tantos outros, falas-me da tua música, dos teus filmes favoritos, dos teus hobbies…
Trocamos fotos, para nos conhecermos, combinamos o local… e não és nada do que disseste e eu não era o que querias. Podemos ficar só pela desilusão do primeiro encontro ou podemos foder uma ou duas vezes… falo contigo mais duas ou três vezes, fico com o teu número de telefone para te enviar mensagens da natal… e esqueço-te… Foi a história de uma amizade!!
Nessa mesma noite, sento-me à frente do ecrã e sou encontrada por outro Tu… sei o que procuras. Mais uma vez posso ser quem eu quiser, quem tu quiseres. Posso fazer com que te apaixones por mim… posso gostar de ler, posso ser tímida e dizer que é a minha primeira vez… posso ser malandra e fazer tudo o que tu queres… E finjo sempre que não percebo que me testas… Na verdade não me importo, não tenho muito mais… e como tu, aqui, conheci tantos iguais…
Já tenho o meu computador a funcionar outra vez... mas já é tão tarde!!
Amanhã escrevo...
Também nessa tarde, como em tantas outras, esperava por ti. Tinhas-me aceite na tua vida... e nunca me senti uma estranha na vossa relação tão próxima.
Sentada no muro da estação, em frente à praia, lanchava um dos meus vícios da altura e olhava para ti, enquanto chegavas e mão dada... lingrinhas, perninhas magrinhas meias vestidas por uns calções vermelhos, olhos timidamente voltados para o chão. Quando me viste, os teus olhinhos abriram de felicidade...
- Tu és grande e também gostas de "bollicaus", perguntou-me o teu rosto espantado
- Gosto, gosto muito do chocolate.
- Agora gosto muito de ti...
Dizem que todos nós temos um lado que não queremos mostrar, um pensamento mais reprovável, uma parte da vida que não queremos partilhar… concordo!
Mas o mais engraçado é quando toda uma imagem, as palavras, o rosto, os desejos e as práticas visíveis de alguns, não coincidem de todo com os seus actos mais secretos…
Pus a lasanha no forno… espero que esteja fantástica!
Fi-la com muito carinho para um amigo que tem sido formidável…
Como já disse por aqui, não me tenho sentido muito bem… há uns dias sentia-me cansada ao ponto de não conseguir andar, imensas tonturas e uma enorme incapacidade em realizar as tarefas mais fáceis como por exemplo ir beber um café aqui a baixo…
Como sou uma gaja responsável e sentia-me realmente muito mal, consultei alguns médicos. Um disse-me que isto era má circulação o que originava que o sangue e o oxigénio não chegassem à extremidades… receitou-me uma merda para tomar. Como não melhorava de forma nenhuma, fui a outro (não é que não confie nos diagnósticos dos médicos… mas como nos créditos bancários é sempre bom ter uma segunda opinião). Este disse-me que apostava numa doença de foro psicológico, no entanto, para despiste de outra coisa qualquer, mando-me fazer análises e um electrocardiograma… além disso receitou-me outra merda para tomar. Como já tinha marcado, fui ainda a outro. Este disse-me que aguardava o resultado das análises e apostou comigo em como eu estava deprimida (a aposta consiste num almoço vegetariano). Respondi-lhe que deprimida ía ficar se continuasse a não conseguir fazer nada no que queria. Além disso disse-me que tinha os dentes em péssimo estado e que tinha que “tratar” desta minha barriguinha… Claro que não consegui ficar calada: - O Senhor não pode estar bom da cabeça! Quer atirar-me para o fundo do poço… então diz-me que estou deprimida e depois chama-me gorda?
Entretanto já marquei otorrinolaringologista (porque me disseram que estas tonturas podem estar relacionadas com qualquer coisa nos ouvidos) e oftalmologista (porque eu quis!). E é assim… ainda não sei o que tenho ou tive, mas já me sinto bastante melhor…
Hoje recebi isto...
O que escondes sob esse cândido e belo rosto?
O que sentes no abandono do corpo que tão pouco sentes?
É o mesmo este ambiente que nos envolve aos dois?
Há uma ponte invisível entre o meu querer e o teu não saber querer.
Por muito forte que seja a vontade de te alcançar
Nessa margem em que respiras
Por muito grande que seja o amor para te despertar…
Nesse lado da vida em que estás (Como é a vida desse lado?)
Se sentes, amor, o que sentes?
Dá um sinal, um qualquer,
Um sorriso, um meio gesto
Pode ser este instante no encontro do nosso olhar
Nem que a seguir o teu se perca na imensidão da incerteza
Pode ser o som inarticulado e doce da tua voz
A responder ao estímulo da minha ansiedade
Dá-me um sinal amor
Partilha comigo os teus fôlegos de vida pueril
Dá-me só um sinal
Para que a esterilidade do tempo não supere a força da espera…
Escrito em 24/05/2003 por outra Magnólia
Ele ama-me tanto, que odeia tudo o que gosto e todos que amo!
Tenho que sair… vou comprar os ingredientes para um fondue de chocolate…
Acordo sem vontade de nada, ligo o computador e fico a ler umas coisas e a jogar paciências… também sem vontade! Olho várias vezes para o trabalho em cima da mesa, para a cómoda ainda em bruto, à espera no meio da sala que alguém lhe dê cor e que alguém a arrume algures no quarto, olho também para um banquinho ainda desmontado e para a lata de tinta vermelha que lhe é destinada…
Arrasto-me para a banheira, também sem vontade, apenas para cumprir os hábitos de higiene a que habituei o meu corpo. Aqueço uma sobra do jantar de ontem e engulo-a, também sem vontade… é que tenho que tomar os medicamentos que me receitaram…
Saio à rua. Fui ao café aqui da frente beber um e comprar cigarros… Correu bem! Digo que correu bem porque não me senti muito mal… ir ao café aqui em frente, era há dois dias um desafio ao cansaço do meu corpo e a probabilidade de não conseguir voltar era grande…
Agora… continuo a olhar para o meu trabalho em cima da mesa, para a cómoda no meio da sala e para o banquinho ainda por montar…
É tão chato estar doente... é tão chato quando o nosso corpo não obedece ao que queremos fazer... tenho montes de planos, de compromissos, de amigos que quero ver... hoje a minha prima mais nova faz anos e eu não consegui ir jantar com ela. É tão chato quando o medo de sair de casa se sobrepõe à vontade de estar com os outros... Só quero ficar boa!
Quero falar sobre Liberdade, sobre a sua falta, sobre a sua conquista… Não a liberdade que os outros limitam, não a liberdade física, mas a liberdade que nós próprios não nos permitimos. Podia falar em vícios, podia falar em dependências, podia falar em amarras construídas por nós próprios a coisas ou pessoas.
Confesso-me presa a alguém há mais de um ano, alguém que não me prende, alguém que não me quer… Esta prisão é-me imposta por mim, sou eu que não quero ou não consigo libertar-me…
Fico contente quando sinto que alguém se libertou de um vício ou de uma dependência que de certa forma era prejudicial. Fico contente quando alguém começa a respirar serenamente, quando consegue olhar para si e para os outros, quando traça objectivos e os começa a conquistar… fico contente quando alguém conquista uma liberdade que não se permitiu antes.
Também eu vou conquistá-la, um dia. Também eu vou cortar as amarras que criei, que me obriguei de uma forma quase masoquista a manter, também eu vou começar a olhar para mim e para os outros de uma forma serena…
É a serenidade que procuro, é o saber aceitar o que a vida me dá, é o viver cada dia sem estar à espera de nada, é o estar com os outros de uma forma inteira, é o sentir que estou livre… Desejo acordar de manhã e sentir-me forte, viva.
“O faraó morreu… Além de deixar um vazio político, deixou de haver quem interceda junto dos Deuses”.
Adoro histórias, crenças, Deuses… Adoro ouvir a história com dois planos: o real e o mítico. Acho aborrecido explicar um acontecimento da história ou da vida com razões reais, sem magia… acho aborrecido um rol de datas, de reis, de mortes, de lutas pelo trono… acho aborrecido estudar o clima, o solo para explicar uma cheia, uma peste, sem saber qual foi a vontade dos Deuses!
Os Deuses sim, amam com mais intensidade, odeiam mais, revoltam-se… os Deuses sabem, sentem e decidem a vida dos povos… os Deuses só ouvem os homens superiores, os reis, os faraós.
Adoro histórias de vida passadas, adoro explicações apaixonadas “A tua vida está atrasada em relação ao teu destino…”. Adoro tudo que não é racional, que não se pode provar ou estudar em laboratório… apenas sentir e crer.
A crença dos outros é a minha, apaixona-me, envolve-me de tal forma que quero saber tudo em que os outros crêem e devoro as suas explicações, os seus Deuses, as suas certezas não comprovadas… e acredito em todas elas!
Hoje fiquei em casa… tenho andado sempre cansada e muito fraca, com algumas tonturas e depois de ontem ter entrado em pânico a caminho de casa, o meu médico achou melhor ficar em casa estes dias…
Só espero que, numa altura em que tenho prazos para cumprir e em que o meu corpo não anda a reagir como quero… a minha concentração e o meu bom senso não me abandonem…
Devo começar por dizer que estou a escrever num blog que não o meu porque não sou uma pessoa que goste de escrever muitas vezes, não justificaria criar o meu próprio blog... esta noite, tenho no entanto algo a dizer...
Fui ver esta final, o desfecho de um europeu onde tudo correu melhor do que esperávamos. À medida que os resultados iam aparecendo, a equipa portuguesa ia tendo mais e melhores adeptos, Portugal vestiu-se de vermelho e verde, foi lindo! Hoje jogámos de corpo e alma, como temos feito, mas talvez o nervosismo, talvez a pressão de estar em terreno desconhecido, jogámos mais nervosos e a coisa não correu tão bem. O homenzinho que estava ao meu lado passou dos elogios dos primeiros 5 minutos aos lastimáveis comentários de quem não sabe apoiar a sua equipa, nos bons e nos maus momentos: "os gregos merecem ganhar, nós não jogámos um caralho!" ou qualquer coisa com um conteúdo ainda menos interessante. Comecei a pensar... será que Portugal inteiro se esqueceu do que a equipa Portuguesa conquistou, de todo o percurso que fez até aqui? De heróis a vilões, numa noite, por um momento de distração num jogo de tanta tensão?! Tremi. O jogo acaba e a minha expectativa para ver a reação das pessoas aumentava. Começo a ouvir: "Vá lá, viva Portugal!" e respirei de alívio. Somos vice-campeões, porra! Parabéns, Portugal!
Xaninha
Só encontro canetas… queria encontrar um lápis para escrever coisas. Coisas que quero fazer, sítios que quero ir, pensamentos que me passam pela cabeça…
Não gosto de escrever a caneta. O lápis apaga-se como uma borracha e fica tudo como estava. Com a caneta é mais difícil… não posso apagar compromissos que não quero cumprir… fica lá a evidência que foi apagado…
Não encontro um lápis!! Quero apontar um pensamento que se calhar quero apagar amanhã, sem deixar borrões nem marcas… Não quero que me perguntem o que apaguei…
Sou assim! Gosto de compromissos não definitivos, gosto de poder apagar e voltar a escrever no mesmo sítio, deixar o papel limpo, faltar ao combinado se me apetecer, esquecer-me do que escrevi se essa for a minha vontade…
Logo também eu vou estar a ver o jogo e a torcer pela nossa selecção
Força Portugal!!
"... é demasiado oferecida"- Disseste, "não gosto de mulheres oferecidas."
Hoje, sem querer, encontrei na tua gaveta, um recado que te deu num encontro vosso...
Logo à noite vou dar um beijo ao João… a festa de lançamento do seu 3º disco vai acontecer numa discoteca da margem sul. Muitos Parabéns!!