agosto 29, 2004

Há músicas…

… Que transformam momentos em magia… e a língua italiana fica tão bem!!

Publicado por Magnólia em 06:27 PM | Comentários (5)

agosto 28, 2004

Vagabunda

Ultimamente tenho-me sentido um pouco vagabunda, sem poiso. Odeio a sensação de me ser indiferente o sítio onde vou beber café ou um copo, onde vou jantar, quem encontro à noite… Gosto de ter sítios “meus”. Gosto de ter “segundas casas”, onde me sinta bem vinda e reconhecia pelos “habituais”. Gosto de ser habitual…
Ao longo destes anos, por um motivo ou outro, deixei de sentir os “meus” lugares como únicas escolhas… e tenho-me sentido um pouco perdida!
Ontem, e porque não tive vontade de ir ver Pedro Abrunhosa a Corroios, fui beber um café com um amigo. Ele tinha conhecido um bar novo e levou-me lá. Adorei o bar. Calmo, música boa, decoração agradável, amigos de sempre do tempo em que praticava natação… acho que encontrei uma “segunda casa”, uma primeira escolha…

Publicado por Magnólia em 01:20 PM | Comentários (10)

agosto 25, 2004

F***-se, fartei-me de fumar ontem!! Como não tinha os meus ex-habituais SG Gigantes dei para fumar cigarrilhas... Tenho que ter calma, contar até dez (era o que dizia a revista que andei a ler para deixar de fumar), respirar profundamente e pensar que não está nada perdido.
Depois deste tropeção só tenho que me levantar o continuar o meu caminho com a mesma determinação do início…

Publicado por Magnólia em 04:52 PM | Comentários (4)

agosto 24, 2004

Descer à terra

Por vezes quando preciso de acalmar os pensamentos que me torturam e esquecer a realidade, consigo colocar-me num estado intermédio, num local que não sei onde é, nem sei se mais alguém conhece, mas é um local oco e vazio de tudo… Acalma-me o facto de conseguir pensar em nada e o facto de não reconhecer a realidade que vejo. Ultimamente, não sei se, por questões de defesa, se, para não sentir a ansiedade e a angústia provocada pela falta do meu vício, ou se, pelo facto de me sentir mais fraca e não conseguir gerir conflitos profissionais e pessoais, tenho-me mantido longe da realidade e dos pensamentos… Mas confesso que nunca estive “ausente” por tanto tempo!
Tenho confessado que me está a ser muito difícil “descer à terra”… aquilo que fazia normalmente para descansar a minha mente é agora uma constante! Preocupa-me o facto de não conseguir concentrar-me em nada, andar sempre em lado nenhum. Parece que me perdi num plano onde tudo acontece em câmara lenta , onde não tenho consciência do tempo nem dos dias, não vejo quem passa, ou se vejo, demoro muito tempo a processar o que vi… e esqueci-me do caminho de volta…
Sinto falta de alguma vitalidade, estou farta de me sentir tão calma… e preciso tanto, nestes próximos tempos de voltar à realidade!

Publicado por Magnólia em 08:07 PM | Comentários (4)

agosto 19, 2004

Deixar de fumar…

Um dos objectivos a que me propus neste ano de 2004 foi deixar de fumar. Há uns meses atrás tentei, de uma forma não doentia, reduzir os bastantes cigarros que fumo diariamente… na altura comecei bem, mas depressa voltei ao mesmo. Depois combinei com um amigo que no dia do nascimento do seu filho deixaria de vez de fumar… o que é certo é que todos sabemos que é um péssimo hábito, que faz muito mal à nossa saúde e dos outros, ao orçamento e a imagem também não é muito beneficiada (risos).
O Ricardo nasceu na terça-feira por volta das onze da noite, estava eu no cinema e confesso que tremi só de pensar que não poderia fumar mais. Estou bastante segura desta promessa que fiz, mas nunca pensei que fosse tão difícil. Já fumei dois cigarros desde terça à noite: um ontem por volta das nove da noite e um hoje à pouco… mas são fraquezas que me perdoo. Outra situação engraçada é que quem me conhece não acredita que eu consiga deixar os cigarrinhos, o que me dá uma força extra… sinto-me mais forte quando me sinto só numa decisão e quando de certa forma tenho que provar que estão todos errados… Além disso, sei que daria uma alegria enorme ao meu pai que todos os anos quando lhe pergunto que prenda quer pelo Natal, ele responde “pensa em deixar de fumar”. Não o diz zangado, di-lo como que um pedido…
Mas acreditem que não é fácil… O nosso cérebro produz pensamentos traiçoeiros no sentido de nos desviar do objectivo, enquanto que o nosso corpo reclama, com dores de barriga, com algum nervosismo (que eu tento controlar comendo porque não quero que me julguem neurótica), com dificuldade em concentração no trabalho e já me avisaram que vou ficar com um feitiozinho impossível… para não falar em aumento de peso. Outra coisa engraçada é que descobri que sai mais caro comprar chupas do que cigarros…

Para ajudar a esta decisão e sair da rotina normal amanhã vou até ao litoral alentejano com um corajoso amigo… espero descansar muito (não me posso esquecer que estive um pouco doente à pouco tempo), fazer muita praia, esquecer tudo e todos… adoro escapadinhas de fim-de-semana!

Publicado por Magnólia em 06:53 PM | Comentários (2)

agosto 16, 2004

Salada russa

Chegaste a casa à hora de todos os dias, com o cansaço de todos os dias. Beijaste-me, trocaste o fato pelo fato de treino e vieste ter comigo à cozinha. Todos os dias fazias o mesmo… e eu não sei se gostava deste hábito ou se já estava farta dele!
Perguntaste o que era o jantar e se podias ajudar a fazer alguma coisa… todos os dias me perguntavas o mesmo, à mesma hora, da mesma forma e vestido da mesma maneira. E eu nem sei se gostava desse hábito ou se já estava farta dele!
Respondi: “estou a fazer salada russa”.
Começaste a preparar ingredientes que não faziam parte da minha salada. Cortaste tomates e abriste uma lata de milho... Iniciámos a discussão desse dia!
Discutimos muito nervosos o que era salada russa na opinião de cada um, confrontámos receitas, listámos ingredientes… mais uma vez não estávamos a falar do mesmo, e nem nos apercebíamos disso. Era tão normal não nos ouvirmos, nem ao outro nem a nós próprios. Falámos alto, gritámos, chorámos, insultámos… amuámos.
Jantámos em silêncio a minha salada russa. Lavei a louça, foste para a sala. Fui ter contigo, vimos televisão… tudo em silêncio. Fui deitar-me, vieste depois. Procurei o teu calor de costas para ti, abraçaste-me. Até que quebraste o pacto que ambos assinámos em silêncio: “Reparaste que discutimos sobre os ingredientes de uma salada russa?”. Concordei contigo enquanto tentava dormir. Mas confesso que nessa noite apercebi-me que o motivo nunca foi importante para iniciar as nossas discussões, aliás normalmente eram motivos ridículos. Há muito que os nossos diálogos eram discussões e por isso evitávamos falar… e foi o que fiz também nessa noite.

Publicado por Magnólia em 11:30 PM | Comentários (2)

Hoje...

... sinto-me serena.
Acabei de estar com o amor da minha vida... é incrível como é diferente e sincera a comunicação com quem não fala, não entende nem vê... essencialmente só sabe sentir!!
E é tão bom sentir que também ficaste sereno...

Publicado por Magnólia em 10:51 PM | Comentários (1)

agosto 15, 2004

Ontem...

… Passei o dia em silêncio. Optei por comunicar através do olhar e do tacto. Calei todos os que não saberiam escolher a ausência de som… Só não consegui calar o falador “espanta espíritos” que vive na minha sala, ao lado da televisão obediente, que insistia em refilar contra esta minha opção...
Acusava cada aragem, cada pensamento meu… e outras presenças que não entendi!

Publicado por Magnólia em 11:18 AM | Comentários (1)

agosto 09, 2004

Procura-se histórias...

De alguma forma acabaram-se-me as histórias… não consigo escrever sobre nada, nem ninguém! Procuro sentimentos, desejos e fantasias. Procuro nas conversas com os amigos, com os conhecidos e com os desconhecidos. Procuro nas palavras ditas e nas escritas. Nas confidencias dos estranhos…
Quero voltar a escrever na primeira pessoa. Posso ser eu, a Magnólia ou outra qualquer… mas tenho que ser eu! Gosto de escrever na primeira pessoa. E gosto que fiquem na dúvida se a verdade que conto é minha ou de outra qualquer…
Mas acabaram-se-me os sentimentos… e sem sentir as histórias, as minhas ou a das outras, não consigo escrever…
Por isso vou recolhendo informações, vidas, histórias, sentimentos, desejos e fantasias…

Publicado por Magnólia em 11:20 PM | Comentários (9)

Hoje de manhã…

Soube-me bem o vento mais frio no rosto!
Lembrei-me da minha lareira. Desejei os dias passados na cama debaixo de um edredão. Tive saudades dos cobertores, das mantinhas que colecciono, do café com leite a ferver, da sopa de feijão…
Peço desculpa a quem está de férias e procura o sol… mas gostei deste intervalo de verão!!

Publicado por Magnólia em 12:11 AM | Comentários (2)

agosto 07, 2004

Adorei...

"O Amor perfeito é uma quimera. Na realidade, só existe a amizade, que é de sempre, e o desejo, que é de cada momento..."
Andrea de Nerciat

Roubei aqui...

Publicado por Magnólia em 02:55 PM | Comentários (3)

agosto 06, 2004

Há pensamentos...

... que prefiro ignorar,

Mostram-me alguns dos meus piores defeitos!

Publicado por Magnólia em 03:11 AM | Comentários (5)

Não devia...

... ter dormido à tarde!

Publicado por Magnólia em 02:22 AM | Comentários (0)

agosto 03, 2004

Conto infantil

Pediste-me que escrevesse um conto… e eu tentei!! Juro que tentei…
Lembrei-me que era engraçado se a história se passasse no reino dos deuses, ou dos anjos. Imaginei um anjinho malandro, que pregava partidas aos outros. Um anjinho simpático, divertido, brincalhão… um anjinho trapalhão, com uma mãe e um pai igualmente agradáveis. Podia contar as suas brincadeiras, peripécias… podia ser um conto divertido!
Depois imaginei um menino. Um índio, a sua família, os seus amigos e a sua tribo. Podia contar uma história de um aventureiro acampamento, com um cenário de uma barragem. Podia incluir amigos castores… uma família de amigos sábios castores… histórias para divertir e também para aprender! Podia imaginar sinais de fumo com formas engraçadas de bichos e flores, rituais, colares coloridos e danças engraçadas…
Depois imaginei uma menina. A mais bonita de todas… poderia chamar-lhe lilás… porque acho que a palavra é bonita para uma história infantil, não é pela cor, a qual nem gosto muito, mas pelo som! Lilás… soa bem, é fácil e divertido de dizer…
A Lilás podia querer ser bombeira! Escolheria este sonho porque há outros mais divulgados nas histórias… contaria o seu sonho, diria que vivia com uma avó simpática… até lhe arranjaria um passarinho falador, ou melhor, umas calças mágicas que a levariam a sítios bonitos! Viveria numa aldeia muito simpática, com muitas árvores e um rio… também nesta história eu colocaria um rio, porque gosto muito de sítios com água…
Mas não consegui!! Desculpa… há muito que não consigo escrever coisas bonitas…
Quando imaginei o anjinho trapalhão, não pude deixar de me lembrar que os deuses e anjos têm grandes responsabilidades. Não consegui imaginar brincadeiras de anjos, não consegui imaginar um jogo que se jogue entre anjinhos… de certa forma esqueci-me de como se brinca, de como se prega partidas aos outros, de como é uma gargalhada genuinamente feliz!
Depois quando imaginei o simpático índio e as suas aventuras com os amigos, lembrei-me que nunca vivi uma aventura, que não sei o que é não ter medo de coisa nenhuma. De correr, se subir a árvores, de construir uma cabana na floresta… e também não oiço a voz de um castor há demasiado tempo para me lembrar de como é. Não sei acender uma fogueira para fazer sinais de fumo e tenho vergonha, tenho vergonha de dançar ao pé dos outros…
Tive dúvidas em relação à Lilás. Não teria certamente pais, porque nenhuma menina simpática de uma história tem. Viveria com uma avó com mil rugas de tristezas e perdas no rosto pregadas e vestia de preto… isto se fosse pobre! Se fosse rica talvez tivesse pais adoptivos aborrecidos, seria filha única e apesar de ter o quarto cheio de brinquedos não poderia estragar nada… Optei por esquecer a Lilás rica porque nunca senti a tristeza de ter muitos brinquedos!
Quando imaginava a aldeia simpática e as outras personagens, não me esqueci que as meninas, mesmo as mais bonitas, que moram em aldeias têm muito frio quando vão para a escola, têm poucos meninos para brincar… e lembrei-me que não existem calças mágicas nem passarinhos faladores. E enquanto desenhava a linda Lilás não consegui reter uma lágrima… porque perdi a capacidade de sonhar…
E assim continuei a imaginar cenários e personagens para escrever o conto que me pediste, aquele que iria ser lido por muitas crianças… mas não consegui! Desculpa amigo… não consegui!!
Perdi ao longo da vida todas as capacidades de entender as brincadeiras, os desejos e os sonhos das crianças…

Publicado por Magnólia em 07:13 PM | Comentários (3)

agosto 01, 2004

Há coisas que me fazem pensar…

Um conselho, uma dica… até que ponto podemos alterar a vida de um amigo que nos procura? Até que ponto um palpite nosso pode mudar qualquer coisa?
Eu tento ao máximo tratar um problema alheio com o máximo cuidado, como se de um bebé se tratasse…mas a sensação que tenho é que todos têm uma dica, um palpite, muitas vezes impensado, muitas vezes imprudente… que alteram a vida dos outros, que alteram os outros!!
Será que as pessoas têm consciência que podem alterar acções, pensamentos, opções?
Qual será a nossa responsabilidade numa opção errada, cujo caminho foi indicado por nós?

Publicado por Magnólia em 10:07 PM | Comentários (3)

Esta insegurança…

… de estar farta de mim, e não saber aquilo que quero ser!

Publicado por Magnólia em 09:28 PM | Comentários (3)

Ultimamente...

...Tenho questionado tudo aquilo que sou, todas as minhas certezas, tudo o que aprendi…
Hoje tive um pensamento terrível! Sempre me ensinaram a partilhar… tenho duas irmãs, o dinheiro não abundava lá por casa e por isso esse ensinamento era inevitável…
Hoje dei por mim a pensar qual o significado da partilha… não tenho um dicionário em casa, por isso não sei, mas hoje sinto que partilhar é dividir, é ficar com “menos”, é perder. Lembro-me que quando tinha um pacote de bolachas e partilhava com os meus amigos, ficava com menos para mim. Mais tarde, na faculdade, quando partilhava apontamentos sempre odiei aqueles que não o faziam... eu dizia que "quardavam a sabedoria na gaveta"!
Esta perca nunca me incomodou porque nem sequer pensava que se tratava de uma perda... mas hoje incomoda-me!!
Será que os meus pais tinham que me ter dito que se não quisesse ficar a perder, tinha que partilhar os meus lápis de côr com outros meninos que também estariam dispostos a partilhar os seus?

Publicado por Magnólia em 09:00 PM | Comentários (1)